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Resumo completo de Jogos Mortais


 

Sete anos após nos despedirmos de Jigsaw, do boneco Billy (um amálgama de Michael Jackson, Marilyn Manson e Bozo) e de todo o horror porn dos jogos, decidiram ressuscitar a franquia de Jogos Mortais com um 8º filme (sim, a história se estende por sete filmes).

Alguns amam, alguns odeiam e alguns nem se lembram direito. Mas a verdade é que esta é uma das maiores franquias em termos de bilheteria para um filme de terror. Basta lembrar que por um bom tempo a franquia contava com um novo filme a cada ano, sempre pela época do Halloween. Por mais que eu não seja fã desse tipo de horror de tortura, o que eu sempre achei mais interessante em Jogos Mortais é a forma que os filmes são conectados, sempre com algum plot twist bem amarrado e que vai fazer a sua cabeça explodir (e provavelmente explodir a de algum personagem de forma literal). Espero que o novo filme consiga costurar isso bem.
 


 

Pra quem tá querendo assistir ao novo filme Jogos Mortais: Jigsaw, mas não tá com saco de maratonar os sete filmes, a gente preparou um resumão que vai te ajudar a lembrar da história até aqui.

 

Jogos Mortais (2004)

Dois caras trancados em um banheiro: um tem que matar o outro pra manter sua família viva. Já tem um cara aparentemente morto no chão. Paralelamente, policiais tentam rastrear o assassino a partir do depoimento da única sobrevivente do Jigsaw, que a gente acaba nem prestando muita atenção. Rolam pernas serradas e o Danny Glover interpretando um policial, provavelmente o ator mais ilustre em todos os sete filmes. O plot twist é que o cara morto no chão do banheiro era o próprio Jigsaw, o que desgraça a cabeça de todo mundo. O mistério sobre o assassino permanece, o que dá um bom combustível para os próximos.

Cena de Jogos Mortais

 

 

Jogos Mortais 2 (2005)

Mais gente, mais história! Passado o teste do primeiro filme, os produtores resolveram se jogar no que há de mais legal em filmes de terror pra adolescentes: uma morte atrás da outra. Esse é o filme “da casa”, onde várias pessoas devem matar umas às outras para sobreviver. Lembra da vítima que sobreviveu ao primeiro filme? Então, ela está lá de novo, mas só no final do filme a gente descobre o porquê. Novamente, um policial busca o assassino e fracassa. O policial dessa vez é interpretado por Donnie Wahlberg. Sim, o irmão do Mark Wahlberg e membro do New Kids on the Block (que eu vi ao vivo num show <3 ). Rola incineração e piscina de seringas. A gente vê que o assassino é mau mesmo! Ah… e parece que ele morre no final do filme, mas era só pegadinha do Mallandro.

Jogos Mortais 2

 

Jogos Mortais 3 (2006)

A essas alturas do campeonato todo mundo se ligou que a Amanda, que sobreviveu às duas armadilhas, era aspira do Jigsaw. Desta vez um casal é posto à prova: o cara tem que perdoar todo mundo responsável pela morte do filho e absolvição do (ir)responsável pelo atropelamento. Enquanto isso, a esposa tem que fazer uma cirurgia cerebral pra livrar o couro do Jigsaw, que tá quase morrendo. O único porém é que ela tem um colar com cinco cargas de escopeta ligados ao monitor cardíaco do Jigsaw, ou seja, se ele morre, ela morre (na minha opinião, a armadilha mais bacana evah!). Moral da história? Uma galera que ferrou com o filho dos dois morre, a médica morre, a Amanda morre e o Jigsaw morre também. Até você morre, mas é de rir.

Bom, se todo mundo morre, acaba a saga, né?

 

Jogos Mortais 4 (2007)

Não! Acabou a saga coisa nenhuma! Adivinha o que eles encontram quando começam a dissecar o Jigsaw? Uma fita! Sim, mais um jogo em andamento. Por isso que eu amo esse filme, o cara morre e ainda ferra com os outros. Enfim, surgem novos personagens e novas reviravoltas. Dois agentes do FBI se tocam que mais alguém deve estar ajudando nos assassinatos. Paralelamente, mais um policial é posto à prova e mais uma galera morre de forma bizarra. No final do jogo, o policial New Kids On the Block (lembram dele?) morre com um super cubo de gelo quebrando na cabeça dele. O mais legal é que o final desse filme se passa ao mesmo tempo do final do anterior. Olha a engenhosidade da coisa! De importante pra história principal, a gente descobre que o Jigsaw já foi casado e passou a ficar amargurado quando a mulher dele perdeu o bebê e ele foi diagnosticado com câncer. Tá certo que é foda, mas né? Não precisa sair matando geral e chamando isso de ritual para valorização da vida. Ah… ainda tem um policial que sobreviveu a um jogo, que, pelo andar da carruagem, é quem vai dar continuidade aos assassinatos.

Jogos Mortais 4

 

Jogos Mortais 5 (2008)

Então, no quinto filme a gente descobre que esse policial “do mal” estava ali o tempo inteiro, mas era segredinho. Foi ele quem arrastou o cara no primeiro filme, armou a casa no segundo e por aí vai… Só que agora a gente tem um policial “do bem” do FBI que tá pra descobrir isso e ferrar com os planos dele. Aliás, o policial do bem é interpretado pelo Scott Patterson, também conhecido como o Luke em Gilmore Girls. Enfim, no final das contas, é claro, quem se ferra é o bonzinho. Porque Jogos Mortais é assim amigo, quer final feliz vai ver Disney. Ah, a parte da carnificina fica por conta de uma galera que, aos olhos do Jigsaw, merece morrer. Rola bomba, choque e mãos decepadas, só pra garantir as risadas.

 

Jogos Mortais 6 (2009) 

O filme mais cheio das reviravoltas até aqui. O jogo dessa vez é com o dono da empresa que negou plano de saúde pro Jigsaw tratar o câncer dele. Na maior parte do filme é esse cara que tem que escolher quem vive e quem morre (esse é aquele filme que rola uma roleta-russa com o tal “carrossel da morte”). Mas no final, outras pessoas têm a possibilidade de decidir pela vida dele. Adivinha o que acontece? É, ele morre. Na história que interessa mesmo, a gente descobre que existiam uns ciuminhos entre os pupilos do Jigsaw. Mas a coisa fica interessante mesmo quando a ex-mulher dele pega o policial “do mal” e o submete a um jogo. De repente muita coisa começa a fazer sentido, todo mundo acha que vai rolar um “felizes para sempre” quando a Jill diz “game over” pro aspira… mas é óbvio que não acabou por aí.

 

Jogos Mortais: O Final (2010)

O suposto final da saga é um filme absolutamente satisfatório pra quem chegou até aqui (pra história principal, não pras armadilhas e horror porn). Rola um grupo de apoio para os sobreviventes dos jogos do Jigsaw, que conta com a participação de um “guru” que escreveu até um livro sobre sobreviver aos jogos chamado Bobby Dagen. O único detalhe é que Bobby nunca sobreviveu a jogo nenhum! Em um mundo que tem um monte de best-seller vendido por farsantes isso não surpreende ninguém, né? Afinal storytelling é tudo. Enfim, esse Bobby finalmente vai ter a chance de falar a verdade porque… adivinha? Sim! Ele é capturado pra um jogo em que ele tem que salvar uma galera, incluindo a própria esposa. Mas o mais legal é a história principal do filme, porque rola o jogo que o detetive do mal foi submetido pela Jill, a viúva do Jigsaw, mas ele escapa, vai atrás dela, arma um jogo pra ela e adivinha? Mata a Jill. Mas a melhor parte vem agora: depois de matar a Jill ele é capturado por pessoas com as máscaras de porcos (marca registrada da franquia). E quem é um dos caras usando a máscara de porco? O médico láááá do primeiro filme, que a gente vai descobrir tava ajudando o Jigsaw ESSE TEMPO INTEIRO! E quer saber por que eu digo que esse filme é tão bem amarrado? Sabe onde ele joga o policial malvadão pro jogo dele? No banheiro do primeiro filme! BOOM! E lembra que o cara serrava o próprio pé pra escapar? Então, o médico tira a serra dali e deixa o policial malvadão pra morrer. FUCK YEAH!

Imagens: Lionsgate

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