7 Diretores que deveriam se desculpar por seus filmes


     
    Recentemente Joel Schumacher se desculpou (de novo) por Batman e Robin, aquele em que o George Clooney é o Batman com batbunda, batmamilos e batcartãodecrédito. Mas se engana quem acha que esse diretor só faz tragédia. Em sua filmografia tem algumas produções que eu gosto bastante, como Por um fio, O custo da coragem e O Fantasma da Ópera (que tem suas falhas, mas ainda é uma produção linda).

    Nessa vibe de diretor bacana que fez alguma cagada, reunimos alguns diretores que também poderiam se desculpar por alguns filmes:

    Tim Burton, por Sombras da noite

    O Tim Burton já foi um dos meus diretores preferidos. Só a imaginação dele nos permitiria conhecer os mundos de Edward mãos de tesoura, O estranho mundo de Jack e até o bizarro Marte ataca. Mas de uns tempos pra cá me dói ver o que está acontecendo com a filmografia dele. Desde Frankenweenie ele não consegue me fazer sair do cinema feliz. O ápice da minha tristeza foi com Sombras da noite, que reuniu um baita elenco e entregou um longa que parece ter sido feito no automático, sem muita preocupação em fazer um roteiro realmente original e uma produção única. 

     

    Oliver Stone, por Alexandre

    Stone já assinou produções como Platoon, JFK e Assassinos por natureza. Mas ali pelo começo dos anos 2000 a moda era fazer produções épicas, a exemplo de Troia, Cruzada e O último samurai. Nessa leva, ele reuniu um elenco estreladíssimo para filmar a história de um dos imperadores mais famosos da história e foi dali que saiu Alexandre, um filme que foi feliz apenas em render muitos memes numa época em que nem sabíamos o que eram memes. 

     

    Guy Ritchie, por Rei Arthur

    Em uma crítica que vi de Rei Arthur ouvi uma frase que acho que define bem a carreira do Guy Ritchie: quanto mais dinheiro na produção, pior é o resultado. Ok, a frase provavelmente não era exatamente esta, mas o significado faz todo o sentido do mundo. Pra quem curtia o ar independente do diretor na década de 1990, com filmes como Snatch e Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, é bem decepcionante ver o que ele está produzindo hoje em dia. 


     

    Steven Spielberg, por Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

    Ele pode não ser o diretor mais conceitual e diferentão que existe, mas, mesmo com uma pegada mais comercial, é muito difícil achar um filme realmente ruim na filmografia de Steven Spielberg. Até que tiveram a genial ideia de fazer um Indiana Jones 4, com um Harrisson Ford mais maduro e um George Lucas no roteiro, tentando fazer com o Indie o que ele fez com a franquia de Star Wars. Preciso nem dizer por que a gente não viu os filmes 5 e 6 de Indiana Jones, né? 

     

    Ridley Scott, por Êxodo

    Eu ia reclamar de Perdido em Marte, mas aí lembrei que o Ridley Scott fez Êxodo, que eu nem lembrava direito ter assistido (e olha que vi no cinema). Foram escalados atores como Christian Bale, Ben Kingsley e Sigourney Weaver pra um filme sobre o episódio bíblico de Moisés, as 10 pragas e a fuga dos hebreus do Egito. O resultado é um pipocão de qualidade duvidosa que até parece as produções bíblicas da Record. 

     

    Peter Jackson, por dividir O Hobbit em três partes

    Peter Jackson fez um trabalho maravilhoso com a trilogia de Senhor dos Anéis: ele conseguiu condensar a obra do Tolkien em três filmes de três horas, precisando tirar algumas partes, mas ainda deixar a produção coesa e deslumbrante. Aí quando pegaram o livro que precede a saga, com apenas 200 páginas e uma pegada até mais fácil de adaptar às telonas, o que ele faz? Estica a história pra que aquela aventura de 200 páginas renda três filmes. Afinal, pra que ter um dinheiro quando eu posso ter três dinheiros, não é mesmo? Ok, provavelmente a ideia foi do estúdio, mas o Peter Jackson topou e contribuiu com essa forçada de barra. 

     

    Michael Bay, por tudo

    Por onde a gente começa? Pela saga Transformers? Por Armaggeddon, Pearl Harbor, Tartarugas Ninja, A Ilha… são tantas opções, né? Mas pra não dizer que tudo que o Michael Bay faz é ruim, vamos ser justos: ele dirigiu o clipe de Falling in love is hard on the knees do Aerosmith, que eu acho bem legal.

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