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Os 7 acertos do filme da Liga da Justiça

Filme da Liga da Justiça


 

Não é segredo pra ninguém que o Universo DC nos cinemas não tem uma das trajetórias mais estáveis, por isso, a apreensão com o primeiro filme da Liga da Justiça era enorme (ainda mais depois de cenas terem sido regravadas super em cima da hora). Mas, pra ser bem justa, o resultado final conseguiu surpreender até os mais céticos fãs: ficou um bom blockbuster, com bastante ação, diversão e entretenimento. O filme está longe de ser perfeito, mas parece ter dado um caminho para estes super-heróis no cinema. Listamos aqui os principais acertos da produção:
 

1. Química entre a equipe

A dinâmica da Liga da Justiça ficou muito bacana, com cada membro com uma personalidade bem definida e habilidades sendo aproveitadas de acordo com a aptidão de cada um. O único que talvez tenha sido prejudicado pelo conflito final seja o Aquaman (Jason Momoa), que ficou, literalmente, um peixe fora d’água. Mas fora isso, dá pra perceber bem o papel de cada um na trama: Batman (Ben Affleck) é o líder provisório, que precisa reunir a galera; Mulher-Maravilha (Gal Gadot) é quem dá sentimento ao grupo; Flash (Ezra Miller) é o alívio cômico; Aquaman é o canastrão da galera; e o Ciborgue (Ray Fisher) é aquele que ainda está descobrindo o seu papel nisso tudo. A cooperação deles é muito bacana e gostosa de ver na tela.

Filme da Liga da Justiça

 

2. Leveza e diversão

Esqueçam aqueles personagens sisudos e revoltados de Batman vs Superman e deem espaço para algumas piadinhas SIM! Nem todas elas funcionam 100%, mas já ajudam bastante no astral do filme, principalmente as do Flash (a referência de Cemitério Maldito é hilariante). Nem por isso o filme se torna uma comédia, os alívios são pontuais e não prejudicam os eventos do filme. E se alguém aí tá revoltado porque “ain, Batman não combina com humor”, “ain, tão imitando Vingadores” é porque nunca leu as histórias da Liga da Justiça Internacional, nunca viu Superamigos e nunca viu o melhor seriado do Batman que já foi feito. Liga da Justiça pode ter humor sim!


 


 

3. Não ter medo das cores

Uma coisa que também havia sido fortemente criticada em Batman vs Superman foi o tom sombrio que o Zack Snyder tinha deixado no filme. Pra um filme da Liga não teria sido uma escolha muito saudável, já que o time é extremamente colorido! Depois do sucesso de Mulher-Maravilha a Warner percebeu que não tem problema usar as cores que fizeram estes personagens tão famosos. A fotografia ficou mais interessante e o filme infinitamente mais fácil de assistir (principalmente pro 3D). Não ficou parecendo festa à fantasia, mas também não ficou parecendo uma versão gótica da Liga.

Liga da justiça
 

4. Espaço para cada membro

Não é lindo quando não há disputa de egos em uma equipe? É claro que os membros da trindade (Batman, Mulher-Maravilha e Superman) têm o seu espaço garantido, mas nem por isso os três novos personagens foram preteridos na história. Deu pra conhecer as motivações do Aquaman, a personalidade do Flash e os conflitos do Ciborgue. Isso ajudou muito a entender a dinâmica e o papel de cada um depois. Não é um grupo em que todo mundo só dá porrada. O Batman usa tecnologia, o Flash corre e o Aquaman… bom, o Aquaman dá porrada quando não tem água por perto.


 

5. Protagonismo à Mulher-Maravilha

Nem a própria Warner esperava que o filme da Mulher-Maravilha daria tão certo. O tempo de tela da Gal Gadot foi obviamente aumentado depois da resposta das bilheterias e isso ajudou muito o filme. Não só pelo tom mais leve da personagem, mas até mesmo para dividir as responsabilidades do Batman na trama, o que deixou com cara de filme da Liga, e não de um filme em que o morcegão reúne meia dúzia de heróis. Ela pode não ser a atriz mais brilhante que a gente já viu, mas tem carisma e é a cara da personagem nos dias de hoje.


 

 6. Elenco

Nessa parte a Warner não tem pena de usar dinheiro mesmo. Pelo menos três atores do elenco já ganharam Oscars no passado (o do Ben Affleck não é de ator) e duas atrizes já foram indicadas. Fora isso, há nomes queridos do público, como Ezra Miller e Jason Momoa. Eu não sei se eu substituiria qualquer um do elenco, pois eles são extremamente convincentes nos seus personagens. Até o Jason Momoa que não tem praticamente nada de Aquaman conseguiu me convencer de que ele é o Arthur.

 

7. Saber a hora de parar

Esqueçam os megalomaníacos filmes com 2h20 ou mais de duração. Aqui tudo se resolve em 2h e isso é ótimo! Filmes de super-heróis, de forma geral, não contam com um roteiro super complexo para segurar o espectador por mais de duas horas numa sala de cinema ou no sofá de casa. A maioria deles acaba ficando grande porque esticam a batalha final por mais de 40 minutos só pra usar o máximo de efeitos possíveis e encher os olhos de quem está assistindo. Aqui não tem isso. Se a gente sabe que eles vão conseguir derrotar o monstrão pra que ficar enrolando, né? O filme acaba ficando com um ritmo mais acelerado que não dá tempo pra te deixar entediado.

 
 

O que ainda precisa melhorar

Sim, a gente sabe que nem tudo foi perfeito no filme da Liga. Aqui ficam algumas dicas pra Warner melhorar ainda mais esse universo nos próximos filmes:

Efeitos visuais: é sério, tinha horas em que o CGI chegou a doer! Principalmente na cena que envolve o Steppenwolf (Ciarán Hinds) roubando a caixa das Amazonas. Parecia videogame, mas pra um filme live action isso é péssimo! O Ciborgue e o Steppenwolf também tiveram problemas medonhos com CGI.

Ciborgue em Liga da Justiça

Roteiro: a gente sabe que não é fácil apresentar uma equipe, criar um problema, reunir a galera, ressuscitar o Superman, apresentar uma família russa, salvar a família russa e salvar o planeta em apenas 2h. O ritmo pode ter ficado bom, mas alguns problemas foram resolvidos de forma muito fácil. Um exemplo é o próprio envolvimento do Ciborgue, que mudou de ideia quanto a participar do grupo muito rapidamente. Outra coisa que me incomodou foi quando o Alfred apareceu com a Lois Lane no memorial: ele tava rodando de Uber com ela por Metrópolis só esperando o Batman chamar? Não precisa ser nada muito cabeça, a gente só quer um pouquinho mais de coerência.

Vilão: beleza que, fora o Coringa, os filmes de super-herói costumam pecar na caracterização e motivação do vilão. É o que acontece aqui. A gente sabe quase nada sobre o Steppenwolf e dá pra perceber que ele é só o laranja de outro vilão, que nunca chega a aparecer. Tá certo que pra primeira reunião da Liga eles não podiam queimar cartucho com uma ameaça gigantesca (afinal, a gente imagina que eles queiram sequências, não?), mas poderiam ter colocado alguém pelo menos mais interessante. O bom é que a cena pós-crédito nos dá mais esperança neste sentido (tem duas, então fique mais um tempinho no cinema que vale a pena!).

Elenco de heróis: eu estranhei bastante a escalação do Ciborgue pra primeira formação da Liga no cinema. Pra mim tinha muito mais espaço pra encaixar um Lanterna Verde e quem sabe até o Caçador de Marte (Ajax, para os íntimos). Beleza, eles me deram uma justificativa pro Ciborgue fazer parte do grupo, mas eu espero de coração que eles considerem deixar a liga mais verde em futuros filmes.

Sexualização feminina: se tem uma coisa que a Patty Jenkins ensinou pra todo mundo é que não precisa ficar expondo corpo feminino desnecessariamente pra um filme ser sucesso. Acho que até reduziram isso na edição final de Liga da Justiça, mas tem uma cena em Themyscira, quando o Steppenwolf está roubando a caixa e as amazonas fecham os portões da caverna, que rola um slow motion com amazonas de tanquinho de fora que parece sátira pornô. Desnecessário.

Nota:

Imagens: © 2016 Warner Bros. Entertainment Inc., Ratpac-Dune Entertainment LLC and Ratpac Entertainment, LLC

Trailer de Liga da Justiça


 


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